A Caravana Ecológica realizou um trabalho assistencial na
comunidade Kalunga de Salinas, distante 120 quilômetros do município de
Cavalcante GO. Todo o trecho percorrido pela equipe foi em estrada de chão, em
boleia de caminhão, levando quatro horas de viagem.
A equipe formada em
Goiânia contou com a coordenação
do Davi Araújo, a participação de
nove estudantes universitários de Gestão Ambiental que largaram a folia para
conhecer a realidade ambiental da região, ainda muito preservada. Foi ma equipe
de filmagem e um jornalista da Ag. Goiás em Notícias. Da parte município, foi representado
pelo secretário municipal de educação, Rosemberg Dias, que deu total apoio ao
trabalho e empenhado foi fundamental para o sucesso da ação entre outros
servidores. Outros que foram fundamentais foram os médicos cubanos Liban
Curbelo e José Miguel Guerra Perez que também abdicaram de conhecer e curtir o
carnaval no município para prestimosamente atender pessoas kalungas isoladas
voluntariamente, pois estavam de folga. Também acompanhou enfermeiras Racy e
Betinha e as professoras coordenadoras
Gessélia e Josenite, também de maneira voluntária dispensaram o momento
de festa para fazer a diferença na vida daquelas pessoas a comunidade.
A base do programa foi a escola Congonhas, as margens do rio
Paranã, uma região de difícil acesso, sem energia e outros benefícios básico que
uma cidade oferece. Os voluntários, médicos, enfermeiros, professores,
jornalistas, estudantes e mesmo o secretário estiveram acampados nas
dependências da escola.
Foram mais de 100
atendimentos médicos, com orientações, encaminhamentos e entrega de
medicamentos para as enfermidades mais comuns. O coordenador da Caravana falou
sobre questões ambientais, os professores sobre questões de educação, os
universitários realizaram brincadeiras e distribuíram brinquedos para as
crianças.
Foram momentos importantes e inesquecíveis, pois havia muito tempo que médicos estiveram na
comunidade e as crianças ficaram muito alegres com brinquedos e doações.
De acordo com Davi Araújo, futuramente estarão levando técnicos
e estudantes para ensinar aos kalungas projetos
de horta comunitária e galinheiros. As necessidades mais emergenciais
para a região são energia elétrica, poços artesianos (mesmo que comunitários),
posto de saúde, visita de um médico a cada 15 dias (pelo menos) e um veículo
traçado para emergências.
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