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Sickos sos saúde entenda porque o SUS corre risco de acabar.

24 de jun. de 2013

A GANÂNCIA PRODUTIVA E A INFLAÇÃO NACIONAL

Um dos efeitos colaterais de eventos internacionais no Brasil, como Copa das Confederações, Copa do Mundo Olimpíadas, Jornada da Juventude, etc. É o vírus de “levar vantagem em tudo”, principalmente se a vitima for o público consumidor e preferencialmente os estrangeiros.Os vários setores da economia se levantam e se arvoram com a possibilidade de faturar e faturar alto, ganhando mais com menos produtos e serviços oferecidos, assim a cadeia produtiva aumenta, centavo por centavo a cada semana, o atravessador a mesma coisa, o atravessador também, o comércio acompanha e prestadores de serviço junto, todos querendo ganhar mais por menos. Quando o ideal seria ganhar mais por vender mais, prestar serviços melhores a custos razoáveis, etc. Mas assim, parece que não seve.
Por seu lado as várias fases da cadeia produtiva reclamam e simplesmente põe a culpa no governo, nos altos impostos, que realmente incidem no custo final e também ajudam a promover a carestia. Só que no Brasil, imposto alto é uma constante história, mas serve de desculpa para corroborar com a ganância produtiva.
Sem contar que o Governo Federal tem abaixado e até retirado impostos de produtos e serviços, mas nem assim o mercado baixa o preço dos produtos e serviços na mesma proporção, pelo contrário, ao invés de repassar o desconto ao consumidor, somam no lucro, na mais valia.
É muito mais fácil culpar o governo, sem bem que o governo tem sua parcela de culpa, mas nem tanto assim.
Tudo no Brasil é mais caro em relação a outros países, tanto produtos como serviços e os mesmos nem sempre tem a qualidade merecida pelo consumidor.
Com os altos preços e os custos elevados da produção nacional, produtos chineses ganham cada vez mais espaço no comércio, o contrabando ganha força. As multinacionais abrem espaços com produtos melhores e mais baratos que os similares nacionais, mesmo comercializando seus produtos para nós brasileiros acima do preço do seu país de origem.
Nesse ponto a cadeia produtiva nacional elege seu segundo culpado: A concorrência “desleal” de produtos estrangeiros. E com essa segunda argumentação, reforçam a primeira: “Não produzimos mais barato porque os impostos não permitem”. E ficam nesse círculo vicioso.
E é nesse ponto que o governo (não importa cor partidária ou equipe econômica) sobre com a chantagem da gananciosa cadeia produtiva nacional: “Se não melhorar a economia, não tivermos mais subsídios, não baixarem os impostos, vamos ter que demitir trabalhadores. Vamos ter que fechar as portas (mas quase nunca esses grandes fecham)”. E o Governo novamente acaba cedendo na esperança de uma melhora que normalmente não acontece.
Por esse motivo não condeno quem compra produto da China, do Paraguai ou esmo produto pirata. Se tem bom preço, mesmo com qualidade duvidosa, o consumidor vai estar lá e vai comprar, mesmo. Vai ter mercado. O dia que os preços nacionais forem mais competitivos, o povo para de comprar os importados e até a pirataria some. Basta diminuir a ganância da cadeia produtiva brasileira que os resultados aparecem.
Toda essa situação se potencializa quando entra o turista. Toda uma cadeia busca explorar o turista e não o turismo. Hotéis e restaurantes, por exemplo, põe os preços nas alturas na esperança de faturar alto. E esse faturamento cai também sobre o turista nacional que acaba sendo explorado.
Nessas condições a carestia toma conta do país. A riqueza fica mesmo nas mãos de uma minoria gananciosa e economicamente ignorante. Dessa forma não há distribuição de riquezas. O mais carente ganha de tudo do Governo, os ricos ganham as benesses governamentais para manter a usura e a classe média, trabalhadora em sua maioria é quem paga essa conta toda.
É hora de o povo voltar a reagir nas ruas, já que houve esse levante popular contra os políticos e governos, que haja também contra produtores e empresários gananciosos. É hora de boicotar não só os estádios de futebol (podemos ver o jogo pela TV, mas também os hotéis, resorts, restaurantes e até produtos que estejam acima do preço razoável para os nossos padrões econômicos. A mobilização nacional teria que ser: NÃO COMPREM, NÃO USEM, QUE ELES OU BAIXAM OS PREÇOS OU QUEBRAM.

João Carlos Barreto