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1 de jan. de 2011

No caso Battisti o governo brasileiro acertou, mas no dos cubanos não.

A Itália não tem muito do que espernear, assim como brasileiros e grupos que estariam defendendo interesses italianos. O Brasil é soberano assim como a Itália foi também soberana no caso do banqueiro ladrão Salvatore Cacciolla.

Vamos relembrar que Battisti matou quatro pessoas durante período de violência armada naquele país. Se ele não mata os quatro poderia, certamente, ter morrido. Quantos companheiros de Battisti foram torturados e talvez mortos pela repressão da época?
Até onde se conhece pela mídia o crime dele não foi comum, foi durante um regime opressor, onde se morre ou mata. Aqui também tivemos isso durante a ditadura e hoje os oprimidos são o poder.
Também quando o Brasil tentou prender o banqueiro Salvatore Cacciola ele foi protegido pelo governo italiano. E ainda com uma atitude de afronta e até inesquecível de impunidade, a rede Globo mostrou o bandido passeando tranquilamente com sua motoneta nas ruas da Itália. Lembram? Aqui Battisti está preso, sob custódia da Polícia Federal e não passeando por aí como o banqueiro que estava gastando lá o dinheiro roubado de todos nós no Brasil.
Foi muito bom e oportuno o comentário do o secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci que em entrevista na sexta-feira (31/12/2010 – G1) saiu em defesa da decisão do ministro Tarso Genro (Justiça) de conceder o refugio a Battisti. Assim como o ministro da Justiça, Dulci comparou o caso com o do banqueiro Salvatore Cacciola. Na ocasião, o Brasil pediu a extradição e a Itália não concedeu. Cacciola foi preso em Mônaco, quando fazia turismo.
“Essas coisas são naturais. Eu me lembro quando o Salvatore Cacciola estava na Itália e o governo brasileiro pediu a extradição e as autoridades italianas não concederam. Movimentos sociais protestaram. Essas decisões são complexas e difíceis, tem que ser tomadas. Há opiniões variadas, é natural. Acredito que o governo brasileiro vai encarar com naturalidade manifestações de opinião”, disse Dulci.
Onde o governo Lula errou e ninguém falou nada com tamanha veemência foi quando o Brasil deportou os atletas cubanos que pediram asilo durante o Pan-Americano. Mas Cuba não interessa financeiramente e nem tem dinheiro para investir em grupos brasileiros. Por isso as notas de repúdio ocuparam apenas pequenos espaços na mídia.
As críticas ao governo lula nos três casos tem seus interesses sombrios; Dinheiro. No caso do banqueiro o governo brasileiro não teve, naquela época o mesmo apoio que alguns brasileiros e grupos brasileiros estão dando agora para a Itália; os cubanos também não receberam o mesmo apoio que estes estão dando ao governo italiano – eles e mesmo cuba não tem dinheiro ou algo que interesse, como certos casos de injustiças também ocorridos na África. Já o caso Battisti leva esses mesmos brasileiros e grupos a agradar ao governo italiano, quem sabe não gera investimentos ($) interessantes no futuro próximo. É a vida de um “terrorista” em troca de prestigio, possivelmente financeiro, na Itália.
*Com informações parciais G1