De acordo com o jornal O popular do dia 11 de julho, “ônibus torna perverso o custo de vida para os mais pobres.” Além da passagem cara para a péssima qualidade do serviço prestado no transporte coletivo da Região metropolitana de Goiânia, o sonho do passageiro é conseguir financiar a longo prazo uma moto ou um carro, mesmo que velho.
O sonho de consumo de quem utiliza ônibus em Goiânia tem uma escala conhecida: primeiro a aquisição de uma bicicleta, depois conseguir tirar uma CNH a prestação para financiar uma moto popular e depois um carro para transportar a família com mais dignidade e conforto.
De acordo com a matéria, “família gasta até R$ 500,00 com passagem”. Isso significa pouco menos que um salário mínimo por mês. Levando-se em consideração que o financiamento a longo prazo de uma moto popular custa em média R$350,00/mês e com combustível mensal – muitas são bastante econômicas – compensa a aquisição de uma moto ao sufoco e humilhação do transporte coletivo.
As ruas de Goiânia já estão se entupindo de veículos, isso porque ninguém quer utilizar os deficitários “serviços” de transporte público e muito menos gastar com as altas tabelas cobradas por taxistas. Aliás, os taxis em Goiânia são caros e poucas pessoas utilizam esse serviço, até que se fosse mai barato seria a grande saída para o transporte da classe média, tirando a opção ciclística.
Muito se discute a respeito do transporte em Goiânia, mas tudo fica na conversa e nas intenções. Na realidade nada ou muito pouco muda, e com o aumento das passagens a situação só tende a piorar e quem sofre são os usuários.
É preciso decisão e uma ação firme governamental em relação ao transporte em Goiás. Intervindo no setor para que se cumpram os acordos e principalmente a melhoria nesse setor vital para o desenvolvimento de Goiás.


