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Sickos sos saúde entenda porque o SUS corre risco de acabar.

21 de mai. de 2011

Covardia policial flagrada em terminal de ônibus goiano

Na sexta-feira dia 20 de maio, ontem, o caos no transporte coletivo chegou a níveis insustentáveis para os usuários que tiveram a passagem aumentada e a qualidade do serviço cada vez pior. Já era de se prever uma revolta devido ao descontentamento e a falta de sensibilidade das empresas e governos em relação ao transporte público goianiense.(veja as cenas TV Record)
Com a quebradeira que aconteceu - dava para presumir que aconteceria e poderá acontecer ainda , a gloriosa Polícia Militar entra e cena para colocar ordem no lugar. Bombas, tiros de borracha, pancadaria com paus e porretes, contra um grupo de jovens revoltados, mas também muitos idosos, mulheres e até crianças.
Alguns policiais militares menos preparados e covardes foram flagrados pelas câmeras da Record agredindo a um senhor de idade com um tapão no rosto e outros dois jovens que já estavam rendidos. Apanharam de pessoas covardes que se escondem numa farda e outros a paisana (PM/P2) encobertavam as agreções escondidos pelo anonimato.
Em entrevista ao programa Balanço Geral da TV Record o Comandante da PM identificou e afastou os covardes e disse “que os mesmos vão voltar para a Academia da PM para reciclagem”. Isso não resolve, nunca resolveu antes e nunca resolverá, depois vão voltar para as ruas e cometer as mesmas agressões em abordagens e outras situações de conflito. Deveriam ser excluídos da corporação.
Os membros da PM/P2 que participaram – quem esteve lá viu e as câmeras registraram – também deveriam ser afastados. Até porque os membros do Serviço Reservado - PM da Segunda Sessão (P2) também tem o dever profissional de ser a corregedoria da corporação. Como pode policiais da Corregedoria (P2) estarem coniventes com a covardia e que nas cenas mostradas tentam acobertar os agressores tapando a câmera?
É porque no terminal Padre Pelágio estão pessoas menos favorecidas e protestaram por não ter quem as defenda da situação humilhante do transporte coletivo goianiense. O idoso que levou um tapa na cara, covardemente por trás, não é pai de nenhum secretário de estado, não é pai de nenhum governador ou político influente. É apenas um velho pobre do meios do povo tentando chegar em casa usando esse transporte desumano, humilhante e caro.
Depois aparecem nos carros adesivos escrito: “ Eu confio na Polícia Militar Goiana”. Será que as pessoas confiam, mesmo? Ou são apenas militares e parentes de militares lutando em causa própria?
A Polícia Militar como em qualquer instituição é composta por pessoas com todas as índoles. Isso todo mundo sabe. Mas o diferencial deve estar na punição dos que são identificados pela truculência dos atos, uma pessoa não pode ou não deve reagir violentamente contra um policial, pois corre o sério risco de apanhar muito mais de vários outros ou o que é pior: desaparecer.
Não basta mandar de volta para a academia. Isso é descanso, academia é para quem quer aprender. No caso tem que ser é punição, é demissão sumária. Não é punição pela força necessária empreendida para conter a turba, mas pelo ato de covardia contra idosos e manifestante indefesos e dominados.
A Polícia militar é necessária e tem, sim, que agir com rigor em caso de Distúrbios Civis. O que não é admissível são as cenas covardes contra quem não está reagindo e muitas vezes já está até dominado e continua apanhando.
Se a Polícia Militar quiser, realmente, a confiança da população sem a necessidade de adesivos para fazer propaganda em causa própria é só mudar e punir seriamente esse tipo de conduta, lembrando que o agredido no terminal de ônibus ou nos estádios pode ser o pai de um sargento, a mulher em choque pode ser a esposa de um cabo. Tratem o semelhante como gostariam de ser tratados.