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Sickos sos saúde entenda porque o SUS corre risco de acabar.

8 de abr. de 2011

A chacina de Realengo e o desarmamento

Depois do assassinato covarde de 12 crianças e ferimentos em outras tantas na Escola Municipal Tasso da Silveira de Realengo, no Rio, premeditadas e causadas pelo jovem animal Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, levantam vozes para falar em apertar o cerco contra o desarmamento. Na verdade – e já tinha colocado esse ponto de vista na época do plebiscito do desarmamento – quem está desarmada e desprotegida é a sociedade. Bandido e assassino sempre vai se armar.
Foi assim na chacina. Onde o Wellington, psicopata ou não, arrumou as armas? Na loja ele não comprou. E a quantidade de munição? Especula-se que seria mais um ato radical islâmico. Pode até ser, pois ele agiu da mesma maneira, porém pode ter aprendido pela internet. O assassino planejou tudo com antecedência de no mínimo 15 dias. Pensou na data da festividade na escola, pensou a carta – sabia que seria morto ou suicidaria, pensou em pedir perdão a Deus, pensou em conseguir armas e munições, pensou em dizer que daria uma palestra para entrar, pensou na organização do funeral, pensou em deixar a casa onde morou para abrigo de animais, pensou em destruir o computador, etc. O psicopata pensou em tudo por dias e agiu com frieza e sem compaixão.
O assassino pode até não ser muçulmano convicto, mas se utilizou de exemplo dos “mártires” do islamismo em atos de terror. Mesmo que tenha aprendido através da internet, não temos como negar que essas atitudes têm sido um legado de horror deixado por alguns muçulmanos radicais para as gerações futuras, sejam elas psicopatas ou não.
Muitos adultos que passavam na porta do colégio –a nossa sociedade- ouviam os gritos e via as crianças baleadas e em pânico sem nada poder fazer: estavam desarmados. Não puderam fazer nada, a não ser socorrer as crianças que conseguiam sair até que os PMs chegaram. Se a sociedade não estivesse desarmada, alguém dos transeuntes armado teria subido para defender as crianças nos primeiros tiros do animal (mesmo que seja maluco).
É possível ver nas imagens que muitos adultos ficam no portão do colégio presenciando as cenas de horror, impacientes e ao mesmo tempo sem poder reagir. Apenas ouvindo e vendo a tragédia se consumar.
Deveria haver um maior controle de armas, mas não o desarmamento em si. Uma vez que quem quer matar, arruma uma arma e mata. O marginal que invade uma casa, que aborda um motorista para roubar um carro, faz isso com certa tranqüilidade porque sabe que a vítima está desarmada. Se o bandido não tivesse a certeza do desarmamento da vítima, cometeria o crime preocupado com a possibilidade de uma reação. Hoje isso não acontece. Os crimes aconteceram, acontecem e acontecerão, a facilidade e o êxito dependem da oportunidade de defesa da vítima.
A sociedade está desarmada, mas isso impediu algum assalto, homicídios, chacinas? Não. A criminalidade diminuiu por conta do desarmamento da sociedade? Não, pelo contrário a truculência, tortura e violência, aumentaram.
Acredito que não deveria haver desarmamento. Até porque, desarmada ficou só a sociedade. O tráfico de armas continua e vai continuar ganhando dinheiro – com a proibição ainda mais. Esperamos que essa covardia de Realengo seja a primeira e última, infelizmente já importamos essa atitude idiota de alguns idiotas do exterior.