
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já confirma, através de pesquisa, que os empresários estão menos confiantes. O otimismo caiu seis pontos em fevereiro deste ano contra fevereiro de 2010, passando de 67,8 pontos para 61,8 pontos. Os dados são do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado nesta quinta-feira, 17 de fevereiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Dona Dilma tem agido na direção contrária das suas promessas em palanque. Prejudicou o plano Minha Casa Minha Vida, aumentou número de ministérios, prejudicou o Seguro Desemprego, deu o aumento mínimo ao Mínimo, recolocou na cena política os bandidos acusados por improbidade no governo passado, etc.
Quem conhece os pensamentos de Maquiavel, sabe que governantes usam as medidas impopulares imediatamente ao assumir o poder. Pode ser isso o que está acontecendo com esses primeiros meses do mandato de Dona Dilma Rouseff. Assim como acontece com outras medidas políticas nos executivos estaduais.As pessoas estão inseguras, principalmente em relação à economia interna, não estão tendo, demonstrando e apoiando as medidas políticas com a mesma confiança que ajudou o Lula a enfrentar, com vitória e popularidade, a crise internacional de 2008.
Pelo “andar da carruagem” governamental de Brasília, podemos dizer que a persistir esse brotar de impopularidade, Dona Dilma poderá estar pavimentando a volta de Lula em 2014. Com muito mais força e popularidade do que se imagina. “Nada visto como antes na história desse país”. Dona Dilma, então, estará fadada a ser apenas e tão somente o primeiro retrato feminino na galeria de ex-presidentes. Ou o que é pior: ser a única e última mulher - pelo menos por longo tempo – em quem o povo deu seu voto de confiança para Presidência da República.
A presidenta tem uma grande responsabilidade histórica, não apenas como mulher, mas como sucessora de um dos líderes mais popular da história da República Brasileira: Luis Inácio Lula da Silva ou apenas Lula.
João Carlos Barreto
Editor

