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26 de dez. de 2014

MEU PRIMEIRO FILME: DO RÁDIO DE VÁLVULAS AO 3D NA TV.

Ontem assisti os primeiros filmes em 3D numa televisão e dei conta em retrospectiva do que já consegui ver e vivenciar. Hoje percebo nitidamente o quanto as tecnologias têm avançado. Coisas que eram ficção hoje fazem parte do cotidiano, até aí tudo normal, mas o que me dou conta é que o tempo vai passando como na janela de um trem. Muita gente fala “trem”, vê um trem, mas poucos que leem isso viajaram em um trem, sabem do prazer de viajar de trem.

 Na minha infância o rádio era a grande mídia, tudo passava pelas ondas das emissoras cariocas, muita música e informação. Lembro do meu pai no nosso quarto a noite com um enorme rádio valvulado, procurando emissoras estrangeiras nas Ondas Curtas. Um dia ouvimos os Beatles ao vivo em Londres. Também ouvi pelo a chegada do homem a lua. Não víamos, mas a nossa imaginação enxergava cada palavra narrada.
 Veio a TV, uma enorme caixa de madeira com um tudo onde podíamos ver tudo que acontecia. O rádio era mais dinâmico, rápido, “O Globo no ar!”. Ouvíamos no rádio e depois víamos na TV. Tudo em preto e branco, as cores também estavam na nossa mente.
 Depois surgiu a TV em Cores, caixas de madeira maiores ainda, verdadeiros móveis no meio da sala. Não tínhamos a TV colorida e quando soube que existia fiquei me indagando: Como pintar as cores na TV? Era uma resposta confusa. Até que num determinado dia um vizinho dono da Mion Auto Peças comprou uma e convidou as crianças da vizinhança para conhecer. Foi um dia especial. Um espetáculo para todos nós.
 O forte da época, em cores ainda era o cinema. Bem mais barato do que se cobra hoje, as salas de projeção carioca lotavam aos finais de semana. Foi a mídia forte da época.
 A TV em cores se popularizou e embora não seja uma novidade tão recente para o cinema apareceu nas telas o Cinema 3D.  Eu já tinha visto numa daquelas telas de cinema 360º numa feira no Pavilhão de São Cristóvão. Eles concorriam com o sucesso da mulher que virava a “Macaca Monka” que depois de transformada saía da jaula para amedrontar a platéia. Não era em 3D, mas os efeitos dos espelhos davam o mesmo efeito o que fazia a situação amedrontadora.
 No cinema em 3D vi algumas produções espetaculares. E até alguns trailers de filmes que nunca veria, mas que no cinema causavam um efeito fantástico. Com a tecnologia a produção dos filmes em 3D ficou mais fácil e rápida, porém os preços na bilheteria ainda são proibitivos para muitos brasileiros. Alguns que como eu há décadas atrás somente tem acesso ao velho e bom rádio. Embora as programações de hoje não cheguem aos pés do que ouvíamos naquela época.
 Hoje, como se estivesse vivendo na época da “Família Jetsons” ao contrário dos “Flintstone”, estava num sofá, na comodidade de uma casa assistindo um filme em 3D com qualidade digital. Parece um teatro, melhor que isso, pois estamos bem próximo do cenário e das ações. Objetos que voam da tela e para a tela, um realismo impressionante.